Esparta
Gostou de muitos (muitos, é dizer pouco) rapazes antes dos 17. Nenhum deles parecia, sequer, algumas vez ter olhado para ela (bem, talvez, uma ou outra vez quando caía, abruptamente pelas escadas da escola abaixo). Foi precisamente nessa idade que se apaixonou e foi correspondida pela primeira vez (coitadinha!). O primeiro encontro (um lanche ridículo numa qualquer pastelaria cheia de bolos cremosos), o primeiro beijo (um momento mágico sob um céu estrelado), o primeiro sexo (a sensação de estar a ser serrada ao meio) e a primeira decepção (o desespero de não saber mais viver). Enfim, meia dúzia de coisas ridículas que a atormentaram (atormentam) durante muito tempo. Um período (de 4 meses) pleno de amor e fantasias que não hesita em classificar como o melhor (e mais enganoso) periodo da sua vida. A partir do momento em que o coração parece ter perdido a forma com o desgosto do abandono (uma imagem bem conseguida, esta, hã?), Esparta não mais amou, não mais teve vontade de amar, não mais conseguiu encontrar alguém que valesse a pena amar.
A segunda relação desta mulher-mulher chega 4 anos após este acontecimento e em virtude do mesmo. (Ou seja: envolvimento com o melhor amigo do ex. Um estúpido subconsciente, um inconsciente preverso e um consciente inútil). Ainda hoje, 6 anos depois, foge da vontade de correr para os braços de quem mais amou. Para além disso, encontra-se apaixonada (sem correspondência evidente) por um homem de valor, o seu Mr. Big (um banana encantador, por assim dizer).
*(Não foram encontrados mais resultados de envolvimentos românticos nesta pesquisa)
Gostei, gostei... Blogue histórico-sexual... Crónica interessante...
ResponderEliminarUma história de amor que não teve o fim que mais desejava.
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