Atenas
Atenas nasceu e cresceu num clima de paz e amor total (muito anos 70, mas sem ganzas, homens de cabelo comprido e sapatos cunha). Na adolescência, as formas de mulher trouxeram-lhe, numa fase final, a segurança e a confiança necessárias para assegurar um futuro promissor com o sexo oposto. Contudo, o relacionamento com o género masculino era ainda muito superficial, sem o conhecimento profundo daquelas emoções avassaladoras que surgem com a primeira paixão (vulgo dor de barriga e pernas bambas). Essa tal “paixão” emerge, do nada, aos 20 anos, folgorosa, intensa e resplandescente sob a forma homem-dos-seus-sonhos: lindo, vaidoso, sedutor, divertido e atencioso (o típico playboy). Aquele género de homem que as mulheres desejam converter em homem-para-toda-a-vida só através do poder transformador do amor. Nos braços dele, Atenas encontrava a felicidade plena salpicada de dúvidas de bom senso (a chamada pulga atrás da orelha, praga muito comum entre as mulheres). Mas as intenções sérias (mesmo, mesmo sérias) do Playboy revelavam-se, e a questão casamento era muitas vezes colocada a Atenas. Ela via esta possibilidade como algo a evitar, era demasiado jovem, cheia de projectos e de coisas por viver para se entregar à vida e responsabilidades de uma típica mulher casada. Mas ele estava decidido a escolher mãe para o filho que já tivera 4 anos antes. Tudo parecia ir bem no reino encantado desta jovem mulher, inclusive a chegada do dia do ano em que os namorados se podem enamorar oficialmente, ou mesmo até, o dia em que parece ser proibido não namorar (sim, é mesmo o 14 de Fevereiro). (Importa sublinhar a necessidade tremenda dos homens em terminarem relações em datas simbólicas). Aquela data, e a possível surpresa anexada a ele, era aguardada ansiosamente por Atenas. Mas o dia termina com um trágico acontecimento (ao invés das rosas vermelhas): o Romeu, apesar de amar a Julieta em demasia, não pode deixar de pegar no seu telemóvel e informá-la do quanto a distancia entre os dois o separava da felicidade suprema ( ou seja, silêncios contínuos na conversa dele, seguido da velha saída do tempo que tem de ser dado na relação). Dentro de todo o seu desespero (lágrimas incontroláveis, fotos rasgadas e objectos partidos) permanece de espírito forte e corajoso, mesmo após ter descoberto que ele casara tempos mais tarde e, que, provavelmente, todas as belas palavras de amor trocadas entre eles tinham sido menos verdadeiras (falsas, hipócritas e mentirosas). Admitindo que as dúvidas ainda assolam o seu espírito, esta mulher quer acreditar que o amor não é fácil mas não é impossível.
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livro, livro sff
ResponderEliminarseria a nova bíblia:)
beijinhos