quarta-feira, 8 de julho de 2009

Enquanto não se encontra o amor (= o gajo com gaja fixa e móvel)

Tróia

O texto que se segue é dedicado a todas as mulheres ( gajas com G grande ) que se diminuem perante a presença de miúdas que passeiam na rua como se tivessem saído para uma sessão fotográfica da Vogue (graças a Deus, não são assim tantas) ou de tipas normalecas que de especial só tem o namorado atrelado (mas têm) colocando, as primeiras, a pensar ( PORQUEEEEEÊ? Mas porque é que não me sai este na rifa, não esbarra comigo e diz..”Opá és a mulher da minha vida”). Tróia sabe bem que a hipótese de tal acontecer é diminuta e pouco realista. Tal como também sabe (agora) que o dito rapaz não é assim tão fantástico quanto aparenta, porque se o fosse, não trocava a dita jovem (fixa) momentaneamente (noites de loucura sexual com outra). Vejamos então, o contorno deste capítulo da vida da menina-mulher, capítulo esse que incorpora tantas histórias de outras mulheres.

Era uma vez algo que aparentava ser uma relação saudável e estável, de mori para mori, onde o sentimento parece pulular no coração do casal (homem e fixa). Paralelamente, uma relação de amizade, com alguma timidez e comédia à mistura, com a irmã (homem e futura gaja móvel) do amigo. A primeira continuou impávida e serena no sítio dela, como verdade inquestionável, a segunda revelou-se uma atracção física entre a baixinha de ar atrapalhado e confiança rés-do-chão e o simpático, esbelto e confiante jovem musculado (tal como o amor, a atracção física parece ter razões que a própria razão desconhece).

O  convite dele chegou (tentador e discreto), como se de uma ilusão auditiva de Tróia se tratasse, ao som da musica que passava. Ela nunca deu indícios de nada e o à vontade que tinha nunca demonstrava mais que simpatia, apesar do desejo interior de desbravar aquele tronco trabalhado e bronzeado do sol não a largar. Não hesitou, viu a oportunidade e agarrou-a.

E assim, Tróia tornou-se a “Drª. dos açúcares” e mais tarde, das “insónias” (problemas que atingem muito boa gente e aos quais não se pode ser indiferente). “Consultas ao domicilio” combinadas em jeito de códigos. Afinal, a brincadeira do adoçante, acabou por dar provas que se tratava de um rapaz (como tantos outros) pouco entregue à relação fixa. E Tróia (que não nega fogo) aprendeu mais sobre relações ditas perfeitas, subiu a auto-estima e concluiu que não é menos que as outras.

 

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