segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Amor (=ou coisa parecida)

Esparta

Esparta sempre concebeu o amor como sentimento apaixonadamente espontâneo, inesperado, arrebatador e irremediável. Uma vez atingido o seu pobre coração, não haveria volta a dar (ou seja, risco mais que provável de sofrimento). O grande amor da sua vida encaixou perfeitamente neste ideal, o chamado amor à primeira vista de ambas as partes, algo incontrolável, surreal e fugaz. Esta experiência deliciosamente trágica acabou por corroborar o conceito. Até que algo imprevisível aconteceu (ou foi acontecendo). Esparta utiliza a imagem de alguém no escuro completo que se vai aproximando da luz de um candeeiro até se iluminar totalmente, ou seja, até que fica claro que há uma caminho e que é naquela direcção. E assim, lentamente, saboreando cada momento, a magia vai tomando conta de duas pessoas que há muito se conheciam e que nunca se enxergaram realmente até então. De repente, os conceitos inabaláveis desmoronam e a mulher-mulher apercebe-se que o amor (ou coisa parecida) também se constrói dia-a-dia, com pequenos gestos e palavras de duas pessoas que anseiam render-se um ou outro e acreditar que amar e ser amado é possível, mas que pode implicar um caminho longo e trabalhado.


* (Este texto é integralmente dedicado ao meu Mr.Big)

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